Maquetes que fizemos: Não fui eu

Por Claudney Neves

Contextualizando

Esse trabalho talvez não possa ser chamado de maquete, leiam e nos digam o que acham?…

É sabido que o Rio de Janeiro é umas das cidades que concentram muitos famosos… são atrizes e atores, jogadores de futebol, músicos, apresentadoras e apresentadores, “gente de internet” e, além de pessoas, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Biblioteca Nacional, Teatro Municipal, Confeitaria Colombo, Calçadão de Copacabana, Floresta da Tijuca… são incontáveis monumentos e prédios que formam o time de celebridades naturais e arquitetônicas da capital.

Mas a aptidão para fabricar ou simplesmente hospedar quem assume o centro das atenções vai além de pessoas e lugares, ultrapassa o físico e pode traduzir-se em uma simples ideia, ainda que física, mas sem reinvidicação de autoria… uma “pichação”, apesar de toda carga ilegal que o termo carrega, é a estrela dessa obra.

Pichação em tamanho real em um muro da cidade

Um antigo cliente nos apresentou a ideia de um desejo, que era ter essa expressão da arte carioca em um pedaço de muro para pendurar em sua parede. Analisamos as possibilidades e fechamos o contrato!

A confecção

Para a base utilizamos uma chapa de poliuretano, material fácil de cortar e marcar. Para dar a impressão de pedaço arrancado, quebramos as bordas com as mãos mesmo, depois de cortar o material no tamanho pretendido.

A textura de tijolos e restos de reboco foi feita com estilete e pinça, utilzamos massa corrida e pintamos com tinta acrílica para o primeiro acabamento, complementando com tinta spray, betume e espuma verde triturada para envelhecer nosso pedaço de muro.

Para que a frase tivesse a forma idêntica à original, reproduzimos a fonte no CorelDraw e recortamos na Silhouette, uma máquina que ajuda demais em alguns trabalhos. Com o stencil pronto, bastou pichar com tinta spray.

Como acabamento, escavamos um retângulo na parte de trás da placa e prendemos um pedaço de MDF com espuma líquida, para colocar ali os penduradores para a parede.

Não fui eu

O resultado foi esse…

Para ver mais fotos, visite nosso portfólio.

A inspiração

Essas três palavras podem ser encontradas a cada esquina do que ainda chamamos de cidade, seja em um terreno baldio do Méier ou em obras arquitetônicas mais nobres da sua Zona Sul. Para conhecer mais sobre a ideia veja este perfil:

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One Reply to “Maquetes que fizemos: Não fui eu”

  1. Eny Hertz says:

    Bem legal. Só fiquei pensando nas pessoas que deixaram em branco na última eleição para presidente e agora repetem esse “Não fui eu!” para despistarem as verdadeiras faces.

    Responder

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